segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Thati


Thati, libriana amiga.
Dizem, figura nativa da arte de Paul Gauguin
habitando Visconde de Mauá.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Borboleta


Foto de Pedro Rios
Inspiração para o desenho de Upiró.








terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Bate papo


Certa tarde fiquei dialogando com meu amigo e senador Arthur da Távola à respeito das realizações do ser humano, e na ocasião chegamos a um mesmo consenso, de que não existe sonho mas sim desejo. Desejo acompanhado logo após da AÇÃO, a AÇÃO de realizar. E mesmo assim quase que 50% dos projetos não chegam ao fim, por circunstâncias alheias à vontade. Portanto, a sabedoria popular não diz à toa que " isso é coisa de sonhador" para coisas não realizáveis.
O usuário quer é serviço em ações bem coordenadas.





terça-feira, 6 de outubro de 2009

Galo


Galo em guache sépia
60x30
Ano 1967
Coleção Particular

Mulher Pássaro



Mulher e Pássaro
Composição em couro sobre madeira
58x58
Ano 1962
Coleção Particular

quinta-feira, 7 de maio de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mulher


Meu amigo Zé Guilherme
Lá estava ele de terno preto, sapatos pretos, gravata preta, meia cinza , camisa branca e óculos redondos. Uma vasta cabeleira preta meio desarrumada, um monte de papeis na mão cansado, mal humorado, chateado com aquilo. Certamente não era o trabalho que imaginava fazer quando aceitou entrar para uma agencia de propaganda. Bem, naquela ocasião não precisava ser publicitário para trabalhar em publicidade. Alias, nem faculdades de comunicação existiam. Em 1967 as pessoas viravam publicitárias por que entendiam do assunto. Mas aquele auxiliar do grupo de varejo da Denison Propaganda, onde se abriaga a 4ª. maior agencia do Brasil operando numa bela mansão em Botafogo certamente tinha nascido para criar anúncios e não carregar campanhas, memorandos, conferir faturas etc. E sob sua responsabilidade estavam as contas da Ducal e da Bemoreira, os maiores faturamentos do setor no Brasil !
Mas sua eficiência era fundamental para o andamento das campanhas e os supervisores das contas não faziam nada sem que ele antes checasse conferisse e mandasse pra frente. Eram dezenas (às vezes centenas) de anúncios de jornal por semana (!), filmes de TV mudados 2 ou 3 vezes por semana (e eram filmes em película, P&B 16 mm) e mais o acompanhamento do programa de TV do Raul Longras “Casamento na TV” ao vivo aos sábados na TV Rio.
Nos raros intervalos o Zé Guilherme conversava um pouco sobre o que ele mais gostava de fazer.
Pintar.
Bem, aquilo para mim não era muita novidade, pois quase todos os diretores de arte da Denison pintavam, o próprio dono da agencia (Sepp Baendereck) se afirmava pintor . O que era diferente era aquele cara de terno preto e cara de contador dizer que pintava também.
Um dia o Zé Guilherme sumiu.
De vez.
Bem, talvez não tão de vez assim.
Naqueles poucos intervalos entre um corre corre e outro ele deixou na Denison uma quantidade de amigos tão grande que até hoje (creio) fazem parte de seu dia a dia e de sua vida.
A única diferença é que ele foi – e é – o único que continuou pintando. Ou melhor , artista plástico. E de sucesso. Dos outros, nunca mais ouvi falar.
Eu também fiquei sem ouvir falar dele uns tempos, até que alguns anos depois ele - não sei como – me descobriu e falou sobre seus trabalhos, sobre suas exposições e diante de meu ceticismo, sugeriu que eu comprasse a revista Manchete daquela semana.
E lá estava uma belíssima reportagem com o UPIRÓ (seu alter ego artístico) mostrando uma serie de trabalhos em pirogravura. Imediatamente e literalmente me apaixonei por um pintinho (pinto = filho da galinha) lindo de morrer e não fiquei quieto enquanto não pude adquiri-lo.
Foi um custo, parece que o trabalho era um dos xodós dele, mas depois de muita insistência (e alguma falta de grana do autor) consegui o quadro que por muitos anos ficou em lugar nobre junto à minha coleção.
Até que... uma dedicada faxineira resolveu limpa-lo com algum detergente da moda, o produto reagiu e o pobre pintinho assou como uma galinha de padaria. Em desespero procurei o Zé Guilherme que depois de um pequeno escândalo (mas como é que eu deixei uma faxineira passar detergente em couro ?) concordou em salvar o trabalho. Bem, salvou à maneira dele, fez uma outra pintura em cima do pinto, que alguns meses depois reagiu novamente e a misturada acabou curtindo o couro de forma irremediável . Foi o fim definitivo do pintinho e do abstrato que ele fez em cima.
Mas a amizade continuou.
Zé Guilherme é um grande e ótimo papo, pessoalmente ou por telefone. É sempre um prazer ir às suas exposições e saber noticias de sua errante e agitada vida social, emocional, profissional e sei mais o que.
Ele sempre aparece. Mais do que o Voltarie de seu amigo Jaguar. E é sempre bom.
Claro, neste meio tempo consegui um outro belíssimo trabalho dele (esqueci de dizer que eu já tinha uma aquarela com nanquim de priscas eras) que espero te-lo reproduzido no site, pois é muito bom mesmo.
E continuo admirando o Zé Guilherme e seu comparsa Upiró (nunca sei qual deles me liga).
Um lembrete a todos que por acaso lerem. Comprem os trabalhos do Zé Guilherme/Upiró. Ele é péssimo vendedor, a gente pensa que pode conseguir de graça, mas ele é um grande artista que precisa ser remunerado a altura. E os quadros dele ficam muito bem em qualquer ambiente.
Parabéns pelo blog, site ou seja lá o que for, ZÉ !
Antonio Luiz Accioly

(Accioly é publicitário desde 1967. Foi diretor de mídia da Denison, Norton, SGB, diretor comercial da Revista do Domingo e do Jornal do Brasil, teve sua própria agencia a Intermoda Publicidade , foi diretor de Novos Negócios da Artplan e diretor do Jornal de Turismo e depois da Folha do Turismo e Mercado & Eventos (Grupo Folha Dirigida) atualmente é publicher (diretor) da Brasil Travel News e presidente da CAERJ –Câmara de Comercio e Indústria do Estado do Rio de Janeiro)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Emanuela

Emanuela tão formosa igual cacho de uva
na fruteira sob imensa mesa de jacarandá
gentil na postura e nos gestos suaves
mãos bailarinas dançando no meio da tarde
Só com suas reflexões na parte externa do Café Botânica
Mas fazendo-se perceber
por mim, D. Quixote
sem rocinante nem escudeiro
Apenas com uma lata de coca-cola na mão
Até aquietar-me em um banco tôsco
bem próximo dela, sem deserto para atravessar
nem ruas, nem avenidas para cruzar.
Senão perguntar de viés o que certamente queria ouvir
Daqueles lábios encantadores
E fixar aqueles olhos do mesmo tom do mar de Recife
Em dias de festas e de procissões.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Anjo - Carneiro


Painel em madeira, tinta acrílica
1.80x90

Borboleta


terça-feira, 13 de janeiro de 2009


João Gilberto atento acompanha os acordes do violão do Luis Bonfá , sentados nas areias da Barra da Tijuca.
De há muito Bonfá já imprimia as suas execuções e composições o toque refinado das harmonias do jazz, já contando com muito prestígio nos E.U.A. Portanto
isso de bossa-nova foi apenas um lance de marketing pois na verdade ou a música é de qualidade ou não é. Este instantaneo tem apenas quarenta e nove anos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Á NINA

VICÍO INCONTROLÁVEL ESTE QUE OS
MORTAIS E IMORTAIS CHAMAM DE AMOR
INVADINDO O PENSAMENTO E O CORPO DA
GENTE
(IGUAL DROGA OU CACHAÇA)
ESCORREGANDO PELAS ALÉIAS DA ALMA
SEM AO MENOS PEDIR LICENÇA
NAVEGANDO ATRAVÉS DO SANGUE
DAS ARTÉRIAS ATÉ CHEGAR CAMBALEANDO
AO AMÂGO DO CORAÇÃO
E SE ALGUÉM PERGUNTAR
SE ALGUM MAL O AFLIGE
APENAS SORRIA ESCONDENDO A LÁGRIMA
PORQUE O PORQUE DO MISTÉRIO
ESTÁ NO PERIGO DE SIMPLESMENTE
DESEJAR ROUBAR UM BEIJO MOLHADO
DE UM OLHAR QUERENDO DIZER EM SILÊNCIO
EU TE AMO
E NINGUÉM PODERÁ COMPREENDER
NEM DEUS NEM UM BELO CAVALO MARINHO
NO FUNDO DO OCEANO
CERCADOS POR VÁRIAS ESPÉCIES DE PEIXES E
ESTRÊLAS DO MAR
O QUE EXISTE DE MISTÉRIO NA PRÓPRIA VIDA
NAS CORRENTES MARINHAS CONDUZINDO O BARCO
DOS SONHOS
ATÉ O OUTRO LADO DO ATLÂNTICO
MAS QUEM SABE , PRÓXIMO A UM VULCÃO
NESTE PRIMEIRO DIA DO ANO DE 2009
JORRANDO LAVA , FOGO E CINZAS
QUEIMANDO IGUAL PAIXÃO.

***

terça-feira, 30 de dezembro de 2008





Foi assim que tudo começou. No charme e na elegância da jovem canceriana Laura Carneiro Monteiro, o penúltima de um total de treze filhos, de uma moça cuja mãe era proprietária de quase toda orla de Icaraí (Nicterói) e de um engenheiro ferroviário inglês encarregado por sua empresa de acompanhar a construção da estrada de ferro, saindo de Pernambuco até o Rio de Janeiro. Dado o enorme tempo da empreitada o casal viu nascer um rebento em cada etapa do projeto em várias estadas nos diversos estados. Coube a Laura nascer em Muriaé (Estado do Rio). Quando finalmente chegaram , pouco tempo depois, William faleceu. Como a filha mais velha Violeta, havia casado com um rico negociante, Laura como era costume naquela época foi morar com êles, pois a família passava necessidade, pois as duas irmãs de sua mãe, aproveitando a ausência da irmã haviam surrupiado todos os bens à disposição. Laura então com recursos foi estudar no Sacre-Couer de Marie. De repente viu-se novamente em dificuldade com o falecimentode seu cunhado, fato que a fêz aceitar o pedido de casamento de um árabe rico de Nicterói. Tinha desesseis anos .Teve um casal de filhos, quando (talvez por seu jeito brejeiro) era constantemente espancada por seu marido ciumento e animalesco. Sem nenhuma lei que pudesse lhe proteger, fugiu, deixando tudo para trás , inclusive o menino e a menina que veio a falecer pouco tempo depois. Falando bem tanto francês quanto inglês empregou-se numa loja de artigos importados na famosa Rua do Ouvidor, bem próxima a Confeitaria Colombo, onde se reunia a fina flôr da sociedade na capital da República, entre os quais se destacava aquele que seria, no futuro, meu pai.


* * *


anjo que me acompanha
deixai-me enxergar a luz
florescendo da sua sabedoria e bondade
fazendo-me mais puro e simples
conectado a linha energética
que nos une
e que de dia ou noite ilumina o meu
caminho
o sentido verdadeiros dos meus passos
na direção da paz e do amor


Visconde de Mauá . 2001
* * *

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Alison Fast & Vídeo Youtube



Great life
Beautiful heart
I see the questions
about lovely people
in the blue eyes of Alison

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

o melhor da música
está na alma
não está no pé
pois o pé nasceu para
caminhar
nasceu para sambar
nasceu para dar no pé
quando a relação está
prestes a terminar
Poucas semanas após o golpe militar organizei eventos no Centro Cultural e Dramático da Maison de France (teatro), através do O Círculo , associação cultural criada no escritório do arquiteto Indio da Costa, com a participação, entre outros, do diretor e ator Luís de Lima e Camila Amado. O primeiro em 30 de Novembro de 1964 foi a exibição do filme de François Truffaut, "Os Incompreendidos"com debate após a sessão com as participações do critíco Maurício Gomes Leite, Cenira Meneses (psicóloga) e Remo Usai. A apresentação do espetáculo ficou a cargo do radialista Paulo Santos da Rádio Jornal do Brasil. O segundo evento (o teatro sempre lotado) foi a encenação da peça " Os pequenos burgueses " de Máximo Gorki , dirigido pelo diretor Eugênio Kusnet, também com debate com as atrizes, atores e o diretor.

Poucas O terceiro evento foi a exibição do filme de Anselmo Duarte "Vereda da Salvação" escolhido pelo Itamaraty para representar o Brasil num festival na Europa. No programa escolhi o curta "O Circo" de Arnaldo Jabor. A próxima atração seria "Vidas Sêcas" de Nelson Pereira dos Santos também com debates. Adivinhe se êles deixaram.




BREVE,NO PASQUIM EM 197O